Existe uma diferença importante entre a tecnologia estar disponível no mercado e estar realmente incorporada à forma de trabalhar de uma empresa
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A transformação tecnológica também está mudando o perfil de talentos procurado pelo agronegócio. Inteligência artificial (IA), análise de dados e automação já aparecem em diferentes etapas da operação, de máquinas e equipamentos ao acompanhamento de clima, solo e manutenção, mostra pesquisa da Michael Page, que consultou 5.762 profissionais e 1.955 empresas.Entre os profissionais do setor, 95% identificam algum benefício no uso da inteligência artificial no trabalho. O acesso, porém, ainda não acompanha essa percepção: apenas 15% das empresas oferecem acesso amplo às ferramentas, e somente 9% tratam conhecimento em IA como requisito importante na contratação. Enquanto isso, 60% dos profissionais acreditam que dominar a tecnologia deveria resultar em diferenciação salarial.Para o consultor da Michael Page, Stephano Dedini, existe uma diferença importante entre a tecnologia estar disponível no mercado e estar realmente incorporada à forma de trabalhar de uma empresa. "No agro, muita inovação chega primeiro à operação e só depois às políticas de pessoas. O próximo movimento deve ser aproximar essas duas agendas: quais competências passaram a ser necessárias e como a empresa vai desenvolver, contratar e reconhecer quem as possui."A mudança também aparece no perfil das contratações. Vendas e marketing concentram parte importante da demanda, projetos ganham espaço e as posições técnicas ligadas à operação apresentam menor movimentação. Na gerência, aumenta a procura por profissionais capazes de lidar com diferentes variáveis e transformá-las em decisões de negócio.